quarta-feira, 30 de julho de 2014

A.


         Menininha,


Se as vezes não te ligo ou não te escrevo, não é porque deixei de te amar ou por te amar menos. Acontece que, às  vezes, eu preciso te deixar livre para ter suas próprias experiências e para descobrir seu caminho.

Vez ou outra, preciso te deixar cair e levantar sozinha, para poder te ver crescer mais forte e confiante. É necessário que a própria vida te ensine os passos dessa dança que te convida a sentir todos os dias.

Há momentos em que preciso ficar só também. Não por te querer longe, mas por ter de interpretar sozinha algumas páginas dessa peça. Ou por precisar de um tempo para organizar tudo dentro de mim.

Sempre que organizei os espaços da minha vida, é difícil não te encontrar ocupando todos eles. Porém isso não me dói, porque é bom saber que me encontro em alguém e que levo alguém comigo.


E, quando a saudade aperta, bem lá no fundo do peito, eu escrevo para você um recado no coração, pedindo a Deus que leve até você. E te guardo em mim mais uma vez, para depois recomeçar a nossa amizade. 

                                                                                                                                                                                         S.




(Fonte da imagem: http://plimplimhistorias.blogspot.com.br/2009/01/o-pequeno-prncipe.html)

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